Wisp Science: bancada de pesquisa local com Python, R e 80 bases bio
Versão 0.26.0 traz desfazer seguro, linhagem de sessões e Skills editáveis em app Rust/Tauri de 27 dias.
Versão 0.26.0 traz desfazer seguro, linhagem de sessões e Skills editáveis em app Rust/Tauri de 27 dias.
O Wisp Science entrega uma bancada de pesquisa científica que roda no desktop sem mandar dados para a nuvem. O projeto de Xu Zhougeng completou 27 dias com 589 estrelas no GitHub e lançou a versão 0.26.0 em 27 de julho. Combina ambientes Python e R persistentes, 80 bases bioinformáticas via MCP e modelos OpenAI ou Anthropic — tudo local, via SSH, WSL ou GPU. Serve a quem faz bioinformática ou biologia computacional e não pode subir código ou dados para fora da máquina.
O núcleo é escrito em Rust com Tauri v2 e frontend Leptos compilado para WebAssembly. O binário empacota servidores MCP que expõem bases como UniProt, PDB, Ensembl e NCBI sem depender de API externa. Python sobe via uv em .wisp/python/.venv no primeiro uso; R exige Rscript no PATH com pacote jsonlite instalado pelo usuário. O app salva interpretadores por contexto — local, WSL, cada host SSH — nas configurações ou via ferramenta set_runtime_interpreter do agente. Modelos OpenAI-compatíveis e Anthropic rodam chamadas de rede, mas o loop do agente, ferramentas, REPLs e armazenamento SQLite ficam na máquina.
Quem for compilar precisa de Rust stable 1.88+ com target wasm32-unknown-unknown, uv, Trunk e Tauri CLI v2 instalados via cargo. No Windows, WebView2 Evergreen Runtime costuma vir no sistema, mas versões antigas ou corrompidas impedem a janela de abrir. No macOS, Xcode Command Line Tools resolvem o WebKit nativo. A primeira execução cria o venv Python e valida o R; depois, o CLI headless carrega o catálogo skills/ e roda sem interface. O instalador .dmg macOS vem assinado e notarizado; MSI e NSIS Windows não são assinados e disparam SmartScreen.
Vinte e sete dias de vida, 589 estrelas, 71 forks e apenas três issues abertas formam um sinal fora da curva — ou comunidade muito alinhada, ou impulso inicial forte. O último commit é de 28 de julho, um dia após o lançamento da v0.26.0. A versão adiciona desfazer seguro da última rodada de conversa com auditoria, visualização de linhagem de sessões em árvore com fios conectores, metadados de Artifact no grafo do projeto (tipo, caminho, mídia, timestamp), Skills de usuário editáveis e deletáveis em Settings, e modo Plan do ACP com botão "Aprovar" que confirma volta ao modo execução antes de enviar. Correções incluem pilha de Escape que fecha só o topo visual, notificações que abrem só a janela dona da sessão e estabilidade de referências no composer e Side chat.
A troca para AGPL-3.0-only na v0.26.0 obriga quem distribuir versões modificadas — inclusive como serviço acessado por rede — a liberar o código-fonte completo. Empresas que queiram embutir o Wisp num produto SaaS sem abrir o próprio código não podem usar. Para laboratórios acadêmicos, grupos de pesquisa e desenvolvedores que rodam local ou em infraestrutura própria, a licença não cria obstáculo. O manifesto do projeto declara "open source and borderless" e status de MVP vertical slice: loop do agente, providers streaming, ferramentas, REPLs, SQLite, cliente MCP e UI Leptos já constroem e rodam. O roadmap lista o que ficou para depois.