Agentes de IA

Simon Willison anuncia MCP sem estado com uma chamada HTTP

A nova especificação reduz a complexidade para clientes e servidores do protocolo usado por agentes de IA.

Reprodução · blog.modelcontextprotocol.io

Simon Willison anunciou em 31 de julho de 2026 a adoção do MCP sem estado, mudança central da especificação Model Context Protocol publicada em 28 de julho. O novo formato troca duas requisições HTTP por uma única chamada para executar uma ferramenta. A alteração interessa a quem cria agentes de IA e servidores MCP, porque elimina a necessidade de guardar sessões no servidor.

A nova versão elimina o identificador de sessão

O MCP descreve uma forma padrão de expor ferramentas para estruturas de agentes baseados em modelos de linguagem. A Anthropic apresentou o protocolo em novembro de 2024, e ele ganhou forte interesse durante 2025 antes de perder espaço para Skills, outra criação da empresa.

No MCP antigo, que Willison chama de “legacy MCP”, o cliente precisava iniciar uma sessão e obter um Mcp-Session-Id. Só depois enviava uma segunda requisição para chamar a ferramenta. O servidor também precisava manter esse estado e encaminhar a sessão para a mesma máquina de backend.

A especificação de 28 de julho de 2026 concentra a operação em uma requisição. Ela usa os cabeçalhos MCP-Protocol-Version: 2026-07-28, Mcp-Method: tools/call e Mcp-Name: search, além dos argumentos da ferramenta e dos dados do cliente.

A troca reduz trabalho dos dois lados. O servidor deixa de controlar identificadores de sessão e não precisa garantir que cada chamada volte ao mesmo backend. Segundo Willison, isso combina melhor com aplicações web que precisam distribuir requisições entre máquinas.

A mudança também altera o perfil de risco. Willison afirma que dar a um agente acesso a um terminal e à internet exige cuidado e um modelo capaz de operar esse ambiente. Ele diz que as ferramentas MCP são mais fáceis de auditar e controlar, além de permitirem que modelos menores rodem em um laptop e ainda as utilizem de forma razoável.

Willison demonstrou dois projetos com a especificação

O autor criou três projetos na semana do lançamento, mas detalhou dois no texto. O primeiro, mcp-explorer, é uma ferramenta de linha de comando em Python para consultar servidores MCP de forma interativa. O programa funciona com uvx, sem exigir instalação, e lista as ferramentas disponíveis em um endereço como https://agentic-mermaid.dev/mcp.

O servidor de Ade Oshineye, usado na demonstração, oferece operações para executar código Mermaid em um ambiente isolado, descrever operações do SDK e gerar imagens SVG, texto ou PNG. O comando inspect mostra os esquemas JSON de entrada e saída. O comando call executa uma ferramenta com argumentos, como uma fonte Mermaid e opções de renderização.

A demonstração mostra uma chamada real e retorna um objeto JSON com o SVG gerado. Isso comprova o fluxo descrito para o cliente de linha de comando. O texto não apresenta benchmark, comparação de desempenho ou teste independente que prove ganhos práticos de velocidade.

O segundo projeto é datasette-mcp, um plugin do Datasette que adiciona o endpoint /-/mcp a qualquer instância da ferramenta. Willison não detalha, no trecho publicado, a implementação nem os recursos disponíveis nesse endpoint. O terceiro projeto também não recebe descrição técnica.

A publicação apresenta a especificação como a mudança mais importante do MCP desde seu lançamento, mas essa avaliação pertence ao próprio Willison. O dado verificável é mais restrito: a versão 2026-07-28 simplifica o protocolo, e o autor mostrou um cliente que lista, inspeciona e chama ferramentas por uma única requisição HTTP.

Fontes

Simon WillisonAgentes de IA
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